Virtudes e Fraquezas do 4-4-2 em losango de Fernando Santos
Ano novo, Vida nova, Esquema tático diferente. A simples chegada de F.Santos ao Benfica veio "arrepiar" muitos adeptos mesmo antes de se saber quais eram as suas ideias para o seu Benfica, qual o futebol que iria praticar e quais seriam as suas escolhas em lugares do onze sagrados para os adeptos mais fervorosos.
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Ao fim de dois jogos de treino e cerca de 11 dias de preparação ainda é cedo para qualquer tipo de julgamentos mas este 4-4-2 de Santos necessita claramente de ser muito trabalhado.
Trata-se de um esquema táctico que priveligia a posse de bola, o controlo desta, tornando a zona central muito preenchida e fechando bastante bem no miolo. As acções ofensivas são desenhadas por um clássico e colossal Nº10 que pauta todo o jogo e observa as movimentações quer dos dois avançados ( o + possante fazendo movimentações verticais no terreno e o + móvel que procura cair para qq uma das laterais), quer dos dois elementos mais lateralizados do meio campo, ou ainda das subidas dos laterais pelos respectivos flancos.
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O que transparece deste sistema de jogo, e felizmente que ainda vamos em 1/3 da pré-temporada, é que com este sistema o futebol atacante do Benfica fica reduzido à zona central do campo, sendo os cruzamentos à linha de fundo uma raridade em 90 minutos. Ganha-se, em teoria, um futebol + apoiado e uma maior certeza de passe mas perde-se terreno útil de jogo facilitando a tarefa a quem defende com muitos, ganha-se uma maior solidez defensiva na zona central do meio campo mas deixam-se as faixas laterais à mercê dos laterais adversários que sobem à vontade visto não terem adversários directos a ocupar esse mesmo espaço, ganham-se + homens para lutar pela segunda bola mas perde-se eficácia ou possibilidade de contra-ataque e por fim, como nada é perfeito, cria-se uma dependência de Rui Costa na criação dos lances ofensivos que poderá ser preocupante se não forem criadas opções efectivas.
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Muitos poderão discordar e dizer que as alas podem ser bem preenchidas e durante os 90 minutos pelas subidas alternadas dos laterais, mas neste momento não tendo nenhuma opção viável ao Leo, sabendo que Alcides não tem grande propensão atacante, e que fazer suicidas de 100 metros durante 90 minutos é extremamente desgastante...
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Tem-se falado muito de um plano B, algo semelhante a um 4-4-2 clássico com 2 pontas-de-lança e 2 extremos ou do já conhecido 4-3-3 ( e das suas variantes 4-5-1 e 4-2-3-1), mas para este esquema tático, estando ciente (e contente) da saída de Simão (ultimamente + conhecido na Liga Betandwin por Simonnette) e confiante que Manu pode fazer bem um dos flancos falta-nos claramente um extremo para ser titular, visto que Paulo Jorge parece ser melhor opção para banco que para titular (bem sei que fez uma boa época no boavista, mas a camisola vermelha pesa bastante mais).
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Consciente que ainda faltam chegar jogadores que estiveram no mundial, que será contratado + 1 ponta-de-lança e que ainda falta quase 1 mês para a pré-eliminatória da Champions tenho esperança que alguns dos erros e fraquezas muito evidentes deste Benfica sejam suprimidos.
Para finalizar, sabendo que este esquema se irá manter, acho fundamental incutir disciplina aos médios centro que jogam mais junto às laterais de modo a fecharem estas e impedir situações de 2 contra 1 sobre os laterais, podendo o avançado mais móvel recuar para a zona do meio campo + central; as subidas dos laterais devem ser feitas de forma alternada permitindo algum descanso destes; um dos homens do meio campo, de preferência o que tenha melhor jogo de cabeça e maior capacidade de finalização deverá subir em situações de cruzamento para a àrea de modo a criar desequilíbrios na estrutura defensiva adversária; e por ultimo Manduca tem de ser ou vendido ou comprar cativo no banco.



1 Comments:
E andas tu a descodificar códigos postais?
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